dez 11

baobab

Instrutor Aprígio Simões Comentários desativados

A Ferramenta baobab permite analizar o disco de forma gráfica no Ubuntu, pelo Unity ou GNOME3. é uma ferramenta muito útil e que permite verificar todo o conteúdo do disco ou diretório selecionado, gerando gráficos e permitindo que o administrador/usuário, possa entrar no diretório visualizado e tratar. É claro que voce vai preferir o comando du, mas vale a pena testar a ferramenta.

O baobab é uma ferramenta que compoe o pacote do gnome-utils, sim, extamente isso o que vc ouviu, GNOME, como praticamente 99% das ferramentas do UNITY é de origem do GNOME2, o seu criador Fabio Marzocca mantém o software e a equipe Ubuntu Desktop também. No Ubuntu ela pode ser instalada tanto pelo pacote baobab ou pelo gnome-utils.

 

 

Para instalar, digite:

sudo apt-get install baobab -y
(ou) sudo apt-get install gnome-utils

Se voce instalou o pacote do GNOME3 (gnome-shell), a ferramenta baobab acompanha o meta-pacote.

Se vc possui mais de um usuário na sua máquina e o suporte a cota de usuários não esta ativado nos seus pontos de montagens, então é muito interessante vc analizar o seu diretório /home com o comando:

#sudo baobab /home


Para verificar somente o espaço do seu usuário em /home/SEUUSUARIO

#baobab ~

É possível também dentro da ferramenta baobab, em “Preferencias”, determinar que devices ele deve consultar.

Voce também pode utilizar o comando du para realizar a mesma coisa, o comando du (linha de comando pelo terminal), permite verificar quando que um diretório ou arquivo ocupam no seu disco, com as seguintes flags:  -h modo mais humano que informa em KB, MB, GB e TB, -m em MB especificamente e -s somente o sumário, evitando que ele consulte cada arquivo e diretório recursivamente para informar o total do sumário.

Exemplos:

Para verificar quanto que ocupa o diretório /home/ digite:

#du -hs /home

Para verificar quanto que ocupa o diretório /etc/, /usr, /var ao mesmo tempo, digite:

#sudo du -hs /etc /usr /var
Em alguns casos vc deve usar o sudo, pois o seu usuário pode nao ter permissões para entrar o conteúdo de um diretório (quando o bit x é aplicado em diretório nas permissões).

nov 27

O Ubuntu 11.10 Oneiric nasceu com o UNITY apenas e sem a opção de utilização do GNOME Classic, como no Ubuntu 11.04  (Natty, versão anterior). Para mim, o Unity é sem dúvida o grande foco da Canonical, como a sua total dedicação ao suporte e landscape (ferramenta de monitoramento e gerenciamento remoto, de hosts Ubuntu). Mas, muitas pessoas não gostaram muito do unity e ainda preferem o GNOME3. Eu por exemplo, tenho os 2 instalados e posso trocar quando quiser, pois o GNOME3 (Gnome-shell), foi adcionado no repositório principal do Ubuntu, na versão 11.10, sem a necessidade de adicionar repositórios extras por PPA, basta instalar pelo comando sudo apt-get install gnome-shell.

Após instalar o GNOME3 no Ubuntu 11.10, o GDM (nesta versão), acompanha também o meta-pacote, voce poderá trocar pelo ligthdm na hora que voce quiser, basta parar o serviço com /etc/init.d/lightdm stop e iniciar o GDM com /etc/init.d/gdm restart.

Para trocar definitivamente no seu Ubuntu o LightDM pelo GDM, remova o serviço com o comando update-rc.d -f lightdm remove e adcione o serviço do gdm automaticamente no upstart com o comando: update-rc.d gdm defaults, e reinicie a sua máquina.

Caso, voce seja GNOME User (assim como eu sou tb), voce pode instalar o Ubuntu Gnome Shell Remix, que é um remix do proprio Ubuntu sem o unity e apenas com o GNOME3 (gnome-shell), e GDM. (bom, no Ubuntu, eu ainda prefiro o unity, mas se vc quiser não ter os 2 instalados e apenas manter a distro bem padrão install like, manda ve).

Ubuntu 11.10 GNOME SHELL REMIX

Firefox
Empathy Instant Messenger
LibreOffice
Shotwell
Banshee como principal.
Totem Video Player
Evolution no lugar do thunderbird.
GNOME Contacts
Cheese Webcam Viewer
Coleção de jogos e toys do GNOME
e um monte de pacotes oferecidos pelo Ubuntu Software Center

 

Download – 64 bit – 854.9 MB
md5: fb63cf4a58bf7f29287e8f0ef9653b8a

Download – 32 bit – 836.6 MB
md5: 1325300df49868ae2607649d2e1a7206

out 01

Instalação do Ubuntu 11.04 Natty, pelo Ubiquity, que é o instalador do Ubuntu Desktop.

set 25

Treinamento: Unity Desktop no Ubuntu 11.04

set 03

Durante anos muitas distribuições Linux sempre adotaram como seus procedimentos de boots e carga de scripts executáveis baseados em Unix SystemV como Red Hat e derivados, Debian e outras no tradicional BSD init, tal como o Slackware,ArchLinux e Gentoo.

O init é gerenciado pelo próprio kernel com a tarefa de inicializar e arrancar todo o resto do sistema. Após o gerenciador de boot que define qual a partição vai arrancar, o init, pai de todos os processos, cuida do procedimento de boot e faz o resto. Com a inicialização do sistema de acordo com o seu nível de execução selecionado como padrão ou temporariamente alterado, o init é responsável por carregar ou descarregar certos scripts de acordo com sua necessidade baseado em configuração.

O init com base nos seus scripts de inicialização e todos os seus procedimentos, foram substituidos pelo upstart, praticamente na versão 6.10 do Ubuntu, que se mantém na distribuição até hoje e sendo utilizado até pelo novo Red Hat Enterprise Linux 6, sendo o projeto é mantido pela Canonical. O Upstart é um evento que se origina de uma base programada para o init (/sbin/init), pai de todos os processos, que no muitos dos casos substituido o seu arquivo de configuração em /etc/inittab por vários scripts centralizados (hoje), no /etc/init/.

O upstart gerencia atraves de sinais “SIG***”, os processos que são carregados ou descarregados, tal como definir atraves de um arquivo de configuração que o samba será sim ou não iniciado automaticamente durante o boot  e que um arquivo de processo será gerado em /var/run/samba/, que a leitura do /etc/default/samba é necessária para a execução do samba e seus determinados flags ou que o terminal tty2 será sim iniciado como processo em espera nas runlevels (níveis de execução 2345).

Antes o diretório de configuração para o upstart, assim que ele foi implementado no Ubuntu pela Canonical, era mantido em /etc/event.d o que foi migrado com algumas modificações para o diretório /etc/init.

No seu diretório /etc/init do upstart voce vai encontrar os seguintes arquivos (podendo variar), arquivos tais como:

tty1.conf a tty6.conf: definem suas configuracoes para os terminais

mountall.conf: define algumas regras para seus pontos de montagens, tais como o arquivo forcefsk, que caso exista no diretório /etc/, automaticamente ele vai iniciar o fsck para o ponto de montagem selecionado.

networking.conf: mantem desde a inicialização a sua rede virtual em funcionamento, atraves do comando ifup -a, lembrando que tudo é gerenciado pelo daemon /etc/init.d/networking

network-interface.conf: Responsável por manter o seu lo, interface de loopback sempre em funcionamento após boot e inicia todas as interfaces  em $INTERFACE carregando tudo e sendo gerenciados pelo initctl. O mesmo procedimento mantém no arquivo ssh.conf para o daemon sshd.

control-alt-delete.conf: Define o que vai acontecer quando voce digitar a sequencia control + alt + delete, sendo configurável editando o parâmetro exec dos seus scritps. Tente editar substituindo o comando shutdown -r now do seu exec para eject, toda vez que vc apertar control + alt + del, ele abrirá o cd.

Toda e qualquer alteração nos scripts do upstart, devemos fazer o mesmo procedimento do antigo /etc/inittab, para que a configuração seja renovada, basta executar o comando init q, para que não haja a necessidade de reinicializar a sua máquina.

Devemos sempre manter a configuração correta em /etc/default/locale, pois é nele que configuramos a variável LANG, que define a lingua do sistema, tal como o padrao do keymap, onde todas as aplicações consultam este arquivo por causa do grupo de variáveis LC para as aplicações.

Existem comandos que são relacionados ao gerenciamento de boot para o seu sistema, principalmente o Ubuntu, comandos como o start, stop, restart, reload e status, que antes era atributos do comando service, invoke-rc.d e pelos scripts RC diretamente em /etc/init.d, agora todos gerenciados pelo initctl.

Por exemplo, voce precisa reiniciar o daemon do ssh e parar o smbd, execute:

$sudo restart ssh
$sudo stop smbd

O que voce poderia fazer o mesmo com os comandos: service ssh restart, invoke-rc.d ssh restart ou /etc/init.d/ssh restart, no caso do exemplo do ssh, e até mesmo utilizar o initctl com o comando:

#initctl start ssh
O que vai fornecer até mesmo o PID do processo.

Também, assim como o comando chkconfig do RedHat/CentOS, é  possivel usar o update-rc.d para executar o mesmo procedimento. Vamos supor que voce não quer que o ssh seja iniciado toda vez que a sua máquina seja iniciada, então execute:

$sudo update-rc.d -f ssh remove

sendo possível voce reconfigurar a forma que o daemon vai ser inicializado e em qual runlevel deseja, Voce precisa fazer com que o serviço do ssh inicie toda vez na runlevel 2 e 3 e o mesmo seja interrompido na runlevel 0,1 e 6, então execute:

$sudo update-rc.d ssh start 23 . stop 016 .

Aprigio Simoes
aprigio@linuxstudent.com.br

 

jul 24

A nova versão LTS (LONG TERM SUPPORT), do Unity, o Ubuntu 12.04 que será lançado no dia 26 de abril de 2012, que ja esta sendo chamado de “Perfect Penguim”, trará muitas novidades, entre elas, a nova versão do Ubuntu Software Center. A versão 5 do Ubuntu Software Center, ou Central de Programas do Ubuntu, vem com várias inovações que para mim, deixou a Apple Store no chao. Até lá, teremos uma integração mais do que perfeita, como ja temos, do Unity com o Ubuntu Software Center.

Vamos configurar o seu Unity para integrar o ícone do launcher a algumas funções do sistema, como adcionar e remover ppa e total integração com o update-manager também.

Vale lembrar que os arquivos do Unity, possuem geralmente a extenção .desktop, que auxilia o desktop a publicar o ícone no launcher.

O diretório /usr/share/applications/ possui todos os arquivos .desktop que publicam tais aplicações no Unity, sendo que o diretório ~/.local/share/applications, define os ícones publicados referente ao seu usuário. Nota-se o ~ no começo, que define o caminho completo de dentro do seu diretório de usuário, o que pode ser visualizado com a leitura da variável de ambiente $HOME, com o comando echo $HOME, com o seu usuário logado.

Procedimentos:

1 Copie o arquivo ubuntu-software-center.desktop para o seu diretório local, para sua personalização.

#sudo cp /usr/share/applications/ubuntu-software-center.desktop ~/.local/share/applications

2 Edite o arquivo que será personalizado para a sessão do Unity para o seu usuário/administrador.

#gedit ~/.local/share/applications/ubuntu-software-center.desktop

e adcione as seguintes linhas no final do arquivo:

NOTA: cuidado ao colocar a linha abaixo no arquivo, a mesma deve estar em uma única linha.

X-Ayatana-Desktop-Shortcuts=SoftwareProperties;SoftwareSources; [SoftwareProperties Shortcut Group] Name=Update Manager Exec=update-manager -c %u TargetEnvironment=Unity [SoftwareSources Shortcut Group] Name=Add/Edit PPAs Exec=gksu software-properties-gtk TargetEnvironment=Unity

Salve forçadamente o arquivo, recomendo a utilização do vim nesse caso, porém, ao sair digite :x!

Para reiniciar a sua sessão do Unity e publicar a atualização do ícone do Ubuntu Software Center digite:

#unity –replace

E clique com o botão direito do mouse sobre o ícone no launcher.

É o poder ;)

 

Aprígio Simões

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