Configuração de rede no RedHat, CentOS, Fedora e SuSE

Como configurar rede no RHEL, CentOS, Fedora e SuSE Red Hat O processo de configuração de rede no RedHat,CentOS,Fedora e SuSE é muito tranquilo e para mim é um dos melhores. Ele se parece bastante com muitas versões do UNIX, nao pelo processo de configuração e opções mas pela ideia de configuração de um dispositivo “solo”. No Debian e Ubuntu a configuração é centralizada no /etc/network/interfaces, ja no Red Hat e seus derivados como o Fedora (que é o Red Hat/RHEL de amanha) e CentOS  toda a configuração é realizada no diretório /etc/sysconfig/network-scripts/. Atenção a configuração do SuSE/SEL e OpenSuSE, cuidado porque o SuSE possui outra hierarquia e o mesmo é configurado em /etc/sysconfig/network e alguns parametros são diferentes, por isso nao classifico SuSE baseado em Red Hat, porque ele não é e nunca foi. Ele possui a base de dados do gerenciamento de pacote do RedHat, porem o seu circulo se iniciou em SLS. O Linux suporta diretamente pelo seu kernel o protocolo TCP/IP e uma série de redes físicas para o encapsulamento TCP, fora, também suporte outras tecnologias como FDDI, Token Ring, ATM, redes sem fio, Appletalk, FC, iSCSI e protocolos de compartilhamento “sharing”, como AFS, NFS, SMB (obsoleto), CIFS e outros. Cuidado para nunca confundir protocolos de compartilhamento de arquivo na rede, que funciona como um “sisgtema de arquivos” pela rede a protocolos de gerenciamento de dispositivos remotos, como o iSCSI por exemplo, coisas complementa diferentes. Por exemplo, o iSCSI permite voce montar dispositivos por ethernet , por consulta ao iqn, afim de serem localizados, reconhecidos como devices e blocks de armazenamentos e serem montados ao contrario do NFS que apenas permite compartilhar um diretorio no sistema de arquivo para a rede. Antes de configurarmos o dispositivo de rede, vamos realizar uma consulta em que device estamos configurando, o comando lspci -v | grep -i ethernet é possível localizar os dispositivos de rede físicos que a máquina possui, ja a consulta por “network”, podemos identificar os dispositivos sem fio. Importante também lembrar que o udev, agente do kernel que estrutura o diretório /dev de acordo com o seu conjunto de regras em /etc/udev/rules.d, também é responsável para configurar os dispositivos de rede em /etc/udev/rules.d/70-persistent-net.rules e de definir a sua nomeclatura de acordo com o seu endereço físico, o MAC, como podemos perceber na linha SUBSYSTEM==”net”, ACTION==”add”, DRIVERS==”?*”, ATTR{address}==”00:50:56:9c:00:16″, ATTR{type}==”1″, KERNEL==”eth*”, NAME=”eth0″, correspondente do arquivo. Ou seja, como o processo é automatico pós-boot e não se depende de ferramentas de “rescan” de hardware que reinterpretam PATH de firmware a sistema operacional, como no caso do isnf (HP-UX), devfsadm (Solaris) e cfgmgr (AIX), o udev é baseado na configuração do que ele encontra como cabeçalhos para extensão e módulos como é encontrados em /sys. Muito parecido com o formato ODM do AIX, que sempre registra as mesmas informações baseados em um conjunto de regras para que o nome identificado seja sempre o mesmo. É de praxe da RedHat Based utilizar o comando ethtool, que nos fornece uma excelente configuração para a placa de rede e visualização da mesma, como se a auto-negociação esta ativa e qual é a velocidade do device. #ethtool eth0 Antes de configurarmos o adaptador de rede é necessário configurar o hostname do servidor e/ou máquina. A configuração de hostname do Red Hat Basead, como no CentOS, Fedora fica em /etc/sysconfig/network e NO SUSE, fica em /etc/HOSTNAME, que se parece de mais com o Debian. Lembramos também que como todo Linux e UNIX o foco desse arquivo é fixar a variável $HOSTNAME, o que poderiamos trocar facilmente com o comando hostname. # hostname NOVONOME # vi /etc/sysconfig/network HOSTNAME=novonome A configuração dos adaptadores, como no caso do eth0,seu primeiro adaptador de rede no Red Hat/CentOS é /etc/sysconfig/network-scripts/ifcfg-eth0 e todo o processo de configuração é único para cada arquivo, ou seja a configuração de ifcfg-eth0 é para a interface eth0,ja a configuração do arquivo ifcgf-eth1 é para o device eth1, como as configurações para dispositivos virtuais como o eth0:0, seu primeiro dispositivo virtual do seu primeiro dispositivo fisico eth0, se encontram em ifcfg-eth0:0. rhlogo # vi /etc/sysconfig/network-scripts/ifcfg-eth0 DEVICE=eth0 ONBOOT=yes IPADDR=10.0.0.2 NETMASK=255.255.255.0 GATEWAY=10.0.0.1 Note que a configuração de GATEWAY agora esta localizado nesse arquivo, pois antes em /etc/sysconfig/network era registrado a informação de gateway primary ou gateway default, mas sempre deve ser configurado a interface devido ao seu registro intrelado a seu device. Vale lembrar que no SuSE voce pode configurar rotas estáticas em /etc/sysconfig/network/routes, com o parametro “default IP” no arquivo, ou em /etc/sysconfig/network/ifroute-eth0, para o device eth0. Segue as opções: DEVICE    -> define o nome do dispositivo ONBOOT -> define se o dispositivo sera automaticamente iniciado com a inicialização do sistema operacional, ele permite que o comando ifup seja executado no decorrer do boot, para que vc nao tenha que fazer isso manualmente. O script ifup e ifdown estão em /sbin, BOOTPROTO -> define se a interface de rede possui uma configuração “static” ou “dhcp”. Caso seja configurada estática não é necessario justificar, basta colocar none ou nem colocar, caso seja para obter o endereço de ip de forma automática por um servidor de dhcp, basta colocar “dhcp”, e não adicionar as outras configurações como ip de rede, ip, mascara e gateway. IPADDR  -> define o IP de ipv4, vale lembrar que esse item não é compatível com o endereco de ipv6 que deve seguir outro processo de configuração devem ser configurados em /etc/sysconfig/network com o parametro NETWORKING_IPV6=yes, e no arquivo ifcfg-ethX utilizar os parametros IPV6INIT, IPV6ADDR para conter o seu IP e IPV6_DEFAULTGW para conter o endereço de gateway default. NETMASK -> que contem o seu endereço de rede “mascara”. GATEWAY -> que informa o seu endereço de gateway padrão e que foi atrelado a rede da sua interface de rede que esta sendo configurada e após a inicialização do daemon network, voce poderá observar com o comando route -n ou netstat -rn. USERCTL  -> define se o usuario regular pode sim ou nao ligar ou desligar o dispositivo de rede. Apos voce configurar o arquivo de acordo com as opções acima é necessário reinicializar o daemon de rede para que as configurações então adicionadas ou atualizadas, passem a valer. Vale lembrar que existem um mundo de opções para o ifcfg-ifname, como a opção ETHTOOL_OPTS, que permite definir os mesmos argumentos do comando ethtool para alterar opções da placa de rede, como aumentar a velocidade ou remover a autonegociação, é obvio. Ex: ETHTOOL_OPTS=”speed 1000 duplex full autoneg on” Reinicie o daemon de rede: No RedHat/CentOS/Fedora # /etc/rc.d/init.d/network restart No SuSE e no OpenSuSE # /etc/init.d/network start eth0 suse A configuração de rede no SuSE ou no OpenSUSE é completamente diferente, sendo /etc/sysconfig/network/ifcfg-eth0 e os atributos de configuração estão abaixo. Nas versões do SuSE abaixo de 9, a configuração era realizada em /etc/rc.config e o processo de configuração era outro. /etc/sysconfig/network/ifcfg-eth0 BOOTPROTO=”static” IPADDR=”10.0.0.3″ NETMASK=”255.255.255.0″ NAME=”eth0″ STARTMODE=”auto” USERCONTROL=”no” A grande diferença, alem da localização do arquivo de configuração são nos atributos NAME, que define o nome do dispositivo que sera ativado ou desativado, STARTMODE que faz o mesmo papel do ONBOOT do RedHat/CentOS sendo definido como “auto” e “off” e USERCONTROL que da no mesmo que USERCTL. Apos a configuração reinicie o serviço de rede e verifique sempre apos o boot se esta tudo ok em /var/log/boot.msg, lembrando que no RedHat/CentOS a mesma informação esta no arquivo /var/log/messages. Definições para /etc/rc.config, nas versões antigas do SuSE, eu disse, antigas ;) NETCONFIG=“_0” IPADDR_0=“10.0.0.8” NETDEV_0=“eth0” IFCONFIG_0=“10.0.0.8 broadcast 10.0.0.255 netmask 255.255.255.0”

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