RHEL 7

rhel7

Como ja anunciado desde o último Red Hat Summit 2013, em breve a Red Hat vai lançar o seu novo sistema operacional Linux, versão ENTERPRISE para servidores, desktops e workstations na versão 7, o RHEL7 ou Red Hat Enterprise Linux 7 vem com muitas novidades e eu pude testar essa grande distribuição. Como é uma distro que trabalho quase todo o tempo do meu dia e uma das que eu mais amo, resolvi escrever esse post baseado no RHEL7 com codnome: Maipo.

O RHEL7 esta disponível apenas para 64 bits em plataforma x86_64 (intel) e principalmente PPC64 devido a excelente performance e aceitação do RHEL em plataformas POWER da IBM, como excelente recurso de LPAR ( acredito que ja todos os recursos de bibliotecas do DLPAR ja devem estar sendo homologadas )
Disponível no endereço ftp.redhat.com/pub/redhat/rhel/beta/7/ 

Acredito que a opção de imagem somente em 64 bits é para atender especificamente sua excelente solução de virtualização, assim como manter a arquitetura principal para o fruto de suporte do RHN e seus produtos. A grande mudança do RHEL7 é a troca do upstart que acompanhou toda a release 6.x para o systemd, assim como o Fedora já o utiliza desde a versão 15 e como o Fedora de hoje é o Red Hat de amanha a empresa manteve o ciclo de atualização olhando (é claro), sempre para o Fedora. Também voce vai notar o instalador anaconda “bem fedora” e o kickstart suportando integração com o active directory (urg …), e ate mesmo a instalação por modo texto (text install) que esta muito maneira.. lembrando, fedora, igual ao do fedora. Lembrando que o Fedora é a base do RHEL e por isso o RHEL7 é o Fedora 19 para uso enterprise. (o Fedora de hoje, o Red Hat de amanha)

Mas algumas coisas me chamaram atenção, segue:

Kernel 3.10 como padrão

O legal é que o kernel 3.10 que acompanha o RHEL contém um suporte absurdo de hardware e features, eu particularmente achei isso uma grande evolução como a respeito desta versão e o suporte a virtualização e Linux containers. Utiliza drivers modernos para dispositivos SSD e S-ATA SSD’s. Device mapper dm-cache, BCACHE, usa o VFIO drivers para o KVM , o VFIO framework para processamento unico de graficos (GPU), maior capacidade de API para serviços de armazenamento como libstoragemgt para gerencia de SAN e NAS, liblvm, esses recursos de API incluem suporte a HBA, SCSI, iSCSI, FcoE e multipath, suporte a todos os pNFS client, NFS 4.1, suporta o secure boot e UEFI, OpenLMI, inclue o Hardware Error Reporting Mechanism (HERM), inclui suporte ao Open vSwitch. e muitas outras coisas.

Systemd como padrão.

Assim como ja informado pelo Lennart Poettering em junho no Red Hat Summit em 2013, o RedHat Enteprise 7 vem como o padrão o systemd para gerenciar todos os seus serviços e sistema de inicialização e desligamento do sistema.Assim como eu ja expliquei na minha matéria de systemd em http://www.aprigiosimoes.com.br/2013/09/01/systemd/, o systemd é uma obra de arte e o mesmo pode gerenciar todos os serviços, Sockets, Targets, dispositivos, pontos de montagens, Automounts (tchau tchau autofs) , snapshots, timers, swaps, paths,todo o sistema de gerenciamento por controle de grupos, ele tambem faz todo o gerenciamento de logs e outros. Pelo fato de usar o systemd, ele não vem com o syslog e a sua instalação não é recomendada. O systemd usa como base o o Rsyslog ou Syslog-NG e centraliza essa informação em /etc/systemd/system/syslog.service.

XFS File System como padrão 

O sistema de arquivo padrão é o XFS e não o ext4 que acompanhava a versão 6, mas é lógico que o pacote e2fsprogs esta no RHEL7 e é lógico que voce pode usar o mkfs, mke2fs para criar seus sistemas de arquivos desde ext2 a ext3 ou mkfs (mkfs.ext4), para ext4 como de costume. Outro fator interessante é a possibilidade de utilizar o BRTFS na instalação, tal como o LVM e as ” standart partitions” e a possibilidade de LVM snapshots com ext4 e XFS, além de integrar o lvm snapshotting com features do BRTFS. O RHEL7 suporta com o xfs até 500TB de tamanho (ates o suporte era de até 100TB), comparando ao suporte do ext4 suporta em 50TB. Além dos recursos e suporte ao CIFS, NFS4, GFS2 e o PNFS Client.

Mas porque não BRTFS como padrão? O sistema de arquivos ainda é muito novo e eu pessoalmente acredito que o proximo lançamento do SuSE Enterprise Linux (SEL) venha com o BRTFS como padrão, pois a SuSE ja esta utilizando ele bastante em suas tecnologias, mas a Red Hat parece ter preferido continuar a ideia de suas soluções (como as de storage) em XFS. também observei o yum-group “Resilient Storage”, que contém o gfs2-utils com o pacote padrão dlm, Clustered Samba e Cluster Logical Volume Manager (CLVM) que ja faziam parte do rhel6 em addon.

MariaDB como padrão no groupinstall

também observei que o grouplist do yum estava populado com o “MariaDB Database client” e “MariaDB Database server”.

GNOME3 como padrão

Foi mantido a atualização da gtk para a versão 3 e todo o conjunto de pacotes do GNOME3 para o RHEL7, porém voce vai observar que o GNOME3 para instalações de desktop ou servers com “desktop”, que ele usa o “classic mode”.

Outros detalhes do RHEL7, mantém o seguinte resumo: GNOME Shell 3.8.4, X.Org Server 1.15 RC1, Mesa 9.2.2, Firewalld, PHP 5.4.16, e GCC 4.8.2.

 

Instalação por “linux text” do RHEL7 (edite o boot options da instalação da mídia de instalação)

OBS:  sempre “c” para continuar.

Apos o boot da imagem de instalação do RHEL7 em modo texto, voce vai encontrar o seguinte novo menu.

1. installation source
define o método de instalação, se vai ser por local install, DVD e outros.

2. timezone settings
 define o seu local de atualização de hora e padrão de “zone”. Sendo o BR 126.

3. install destination
Aonde voce vai instalar o seu RHEL7, em qual disco.
 O instalador e parte de gerenciamento de disco procede da seguinte forma: substituir as partições linux instaladas, usar todo espaco ou      apenas o espaco livre e a opção por BTRFS, LVM ou partições padrões (standart partitions)

4. set root password
Bom vc ja entendeu!

5. create user
 Permite voce criar seu usuário administrador ou usuário comum. Ele possui um outro menu, sendo (1) para create user, (2) nome completo, (3) para definir o username que é o nome de login, (4) para senha deste usuário e 6 para definir privilégios de administrador, e 7 para definir grupos adicionais.

6. software selection
Define todos os pacotes rpm que serão instalados durante a instalação do Red Hat. As suas opções por menu são: minimal install, web server, file and print server, infrastructure servee, server with GUI (isso é literalmente novo), compute node, virtualization host, gnome desktop, kde plasma workspace, development (pacotes de desenvolvimento como o build-essential) e creative workstation.

7. network settings
Que permite configurar a sua rede durante a própria instalação, totalmente pratico e com total suporte ao ipv6 e principalmente bem dinamico na hora de auto-construir o seu /etc/sysconfig/network-scripts/ifcfg-*. A configuração dos sub-menus são bem tranquilas e refletem a configuração de um dispositivo de rede em ipv4 e ipv6. A configuração para hostname também não esta mais no /etc/sysconfig/network assim como no Fedora, agora é /etc/hostname pelo padrão systemd. O Red Hat também permite suporte ao VNC durante a instalação para instancias.

O progresso de instalacao é super tranquilo e caracteristica do anaconda em modo texto, ele define o arquivo de consulta para esse “template” de instalacao que foi gerado com as perguntas, define o disklabel e cria os sistemas de arquivos que voce escolheu, comeca a instalar os pacotes rpm confirmando um por um.

Após a instalação, é interessante habilitar os repositórios beta em /etc/yum.repos.d/*repo ou até mesmo usar o EPEL já disponível em beta para o RHEL7.

$sudo yum install http://dl.fedoraproject.org/pub/epel/beta/7/x86_64/epel-release-7-0.1.noarch.rpm

Os passos pós-instalação se baseam em, configuração do sistema instalado, escreve os arquivos de configuração de rede, cria os usuários, configura os addons, gera a imagem initramfs e conclui com a EULA, deixando o systemd continuar todo o processo.

Definitivamente o RHEL7, é o poder dos poderes.

Consulte suas subscriptions para a utilização do Red Hat Network e atualizações: https://www.redhat.com/wapps/store/catalog.html;jsessionid=udV9qvfBKb-MbKwZpu067JNp.1fa0d0df

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