out 01

Instalação do Ubuntu 11.04 Natty, pelo Ubiquity, que é o instalador do Ubuntu Desktop.

set 25

Treinamento: Unity Desktop no Ubuntu 11.04

set 03

Durante anos muitas distribuições Linux sempre adotaram como seus procedimentos de boots e carga de scripts executáveis baseados em Unix SystemV como Red Hat e derivados, Debian e outras no tradicional BSD init, tal como o Slackware,ArchLinux e Gentoo.

O init é gerenciado pelo próprio kernel com a tarefa de inicializar e arrancar todo o resto do sistema. Após o gerenciador de boot que define qual a partição vai arrancar, o init, pai de todos os processos, cuida do procedimento de boot e faz o resto. Com a inicialização do sistema de acordo com o seu nível de execução selecionado como padrão ou temporariamente alterado, o init é responsável por carregar ou descarregar certos scripts de acordo com sua necessidade baseado em configuração.

O init com base nos seus scripts de inicialização e todos os seus procedimentos, foram substituidos pelo upstart, praticamente na versão 6.10 do Ubuntu, que se mantém na distribuição até hoje e sendo utilizado até pelo novo Red Hat Enterprise Linux 6, sendo o projeto é mantido pela Canonical. O Upstart é um evento que se origina de uma base programada para o init (/sbin/init), pai de todos os processos, que no muitos dos casos substituido o seu arquivo de configuração em /etc/inittab por vários scripts centralizados (hoje), no /etc/init/.

O upstart gerencia atraves de sinais “SIG***”, os processos que são carregados ou descarregados, tal como definir atraves de um arquivo de configuração que o samba será sim ou não iniciado automaticamente durante o boot  e que um arquivo de processo será gerado em /var/run/samba/, que a leitura do /etc/default/samba é necessária para a execução do samba e seus determinados flags ou que o terminal tty2 será sim iniciado como processo em espera nas runlevels (níveis de execução 2345).

Antes o diretório de configuração para o upstart, assim que ele foi implementado no Ubuntu pela Canonical, era mantido em /etc/event.d o que foi migrado com algumas modificações para o diretório /etc/init.

No seu diretório /etc/init do upstart voce vai encontrar os seguintes arquivos (podendo variar), arquivos tais como:

tty1.conf a tty6.conf: definem suas configuracoes para os terminais

mountall.conf: define algumas regras para seus pontos de montagens, tais como o arquivo forcefsk, que caso exista no diretório /etc/, automaticamente ele vai iniciar o fsck para o ponto de montagem selecionado.

networking.conf: mantem desde a inicialização a sua rede virtual em funcionamento, atraves do comando ifup -a, lembrando que tudo é gerenciado pelo daemon /etc/init.d/networking

network-interface.conf: Responsável por manter o seu lo, interface de loopback sempre em funcionamento após boot e inicia todas as interfaces  em $INTERFACE carregando tudo e sendo gerenciados pelo initctl. O mesmo procedimento mantém no arquivo ssh.conf para o daemon sshd.

control-alt-delete.conf: Define o que vai acontecer quando voce digitar a sequencia control + alt + delete, sendo configurável editando o parâmetro exec dos seus scritps. Tente editar substituindo o comando shutdown -r now do seu exec para eject, toda vez que vc apertar control + alt + del, ele abrirá o cd.

Toda e qualquer alteração nos scripts do upstart, devemos fazer o mesmo procedimento do antigo /etc/inittab, para que a configuração seja renovada, basta executar o comando init q, para que não haja a necessidade de reinicializar a sua máquina.

Devemos sempre manter a configuração correta em /etc/default/locale, pois é nele que configuramos a variável LANG, que define a lingua do sistema, tal como o padrao do keymap, onde todas as aplicações consultam este arquivo por causa do grupo de variáveis LC para as aplicações.

Existem comandos que são relacionados ao gerenciamento de boot para o seu sistema, principalmente o Ubuntu, comandos como o start, stop, restart, reload e status, que antes era atributos do comando service, invoke-rc.d e pelos scripts RC diretamente em /etc/init.d, agora todos gerenciados pelo initctl.

Por exemplo, voce precisa reiniciar o daemon do ssh e parar o smbd, execute:

$sudo restart ssh
$sudo stop smbd

O que voce poderia fazer o mesmo com os comandos: service ssh restart, invoke-rc.d ssh restart ou /etc/init.d/ssh restart, no caso do exemplo do ssh, e até mesmo utilizar o initctl com o comando:

#initctl start ssh
O que vai fornecer até mesmo o PID do processo.

Também, assim como o comando chkconfig do RedHat/CentOS, é  possivel usar o update-rc.d para executar o mesmo procedimento. Vamos supor que voce não quer que o ssh seja iniciado toda vez que a sua máquina seja iniciada, então execute:

$sudo update-rc.d -f ssh remove

sendo possível voce reconfigurar a forma que o daemon vai ser inicializado e em qual runlevel deseja, Voce precisa fazer com que o serviço do ssh inicie toda vez na runlevel 2 e 3 e o mesmo seja interrompido na runlevel 0,1 e 6, então execute:

$sudo update-rc.d ssh start 23 . stop 016 .

Aprigio Simoes
aprigio@linuxstudent.com.br

 

jul 24

A nova versão LTS (LONG TERM SUPPORT), do Unity, o Ubuntu 12.04 que será lançado no dia 26 de abril de 2012, que ja esta sendo chamado de “Perfect Penguim”, trará muitas novidades, entre elas, a nova versão do Ubuntu Software Center. A versão 5 do Ubuntu Software Center, ou Central de Programas do Ubuntu, vem com várias inovações que para mim, deixou a Apple Store no chao. Até lá, teremos uma integração mais do que perfeita, como ja temos, do Unity com o Ubuntu Software Center.

Vamos configurar o seu Unity para integrar o ícone do launcher a algumas funções do sistema, como adcionar e remover ppa e total integração com o update-manager também.

Vale lembrar que os arquivos do Unity, possuem geralmente a extenção .desktop, que auxilia o desktop a publicar o ícone no launcher.

O diretório /usr/share/applications/ possui todos os arquivos .desktop que publicam tais aplicações no Unity, sendo que o diretório ~/.local/share/applications, define os ícones publicados referente ao seu usuário. Nota-se o ~ no começo, que define o caminho completo de dentro do seu diretório de usuário, o que pode ser visualizado com a leitura da variável de ambiente $HOME, com o comando echo $HOME, com o seu usuário logado.

Procedimentos:

1 Copie o arquivo ubuntu-software-center.desktop para o seu diretório local, para sua personalização.

#sudo cp /usr/share/applications/ubuntu-software-center.desktop ~/.local/share/applications

2 Edite o arquivo que será personalizado para a sessão do Unity para o seu usuário/administrador.

#gedit ~/.local/share/applications/ubuntu-software-center.desktop

e adcione as seguintes linhas no final do arquivo:

NOTA: cuidado ao colocar a linha abaixo no arquivo, a mesma deve estar em uma única linha.

X-Ayatana-Desktop-Shortcuts=SoftwareProperties;SoftwareSources; [SoftwareProperties Shortcut Group] Name=Update Manager Exec=update-manager -c %u TargetEnvironment=Unity [SoftwareSources Shortcut Group] Name=Add/Edit PPAs Exec=gksu software-properties-gtk TargetEnvironment=Unity

Salve forçadamente o arquivo, recomendo a utilização do vim nesse caso, porém, ao sair digite :x!

Para reiniciar a sua sessão do Unity e publicar a atualização do ícone do Ubuntu Software Center digite:

#unity –replace

E clique com o botão direito do mouse sobre o ícone no launcher.

É o poder ;)

 

Aprígio Simões

jul 23

Como instalar o Kernel 3.0 no Ubuntu 11.04.

Muitos ja devem ter reparado nas notícias atuais sobre o lancamento do linux 3.0, que na verdade quando falamos apenas Linux, estamos nos referindo ao próprio KERNEL, ou melhor dizendo, ao núcleo do sistema operacional mais poderoso da face da terra (é o poder).

O site do linux, onde se encontra o kernel source para download é www.kernel.org, onde voce mesmo pode entrar, baixar o source code e compilar de acordo com a sua máquina, possibilitando o componente ou não, atraves dos procedimentos de compilação do kernel, onde definimos se o módulo é ou não carregado na imagem do kernel quando o mesmo for montado no procedimento de boot, estamos falando da imagem initrd.img, quando assim criada pelo administrador Linux no processo de compilação com os comandos mkinitrd (distribuições baseadas em Red Hat), ou mkinitramfs (distribuições baseadas em Debian como o Ubuntu). Ou então, quando a imagem é construída pelo administrador de maneira em que todos os módulos do kernel sejam definidos como built-in, onde o mesmo será nativamente carregado atraves de uma única imagem do kernel, funcionando como monolítico (o meu preferido), e então sendo oferecido totalmente a sua arquitetura como um padrão. Ou seja, se voce compila o kernel com suporte a adaptadores de rede somente da intel e amanha colocar um adaptador da realtek (não faça isso), voce terá que compilar o kernel novamente e gerar uma nova imagem de entrada em boot do kernel. Estou me referindo a imagem vmlinuz que se encontra no diretório /boot do seu sistema. Vale lembrar, que o nome de entrada para o kernel pode ser qualquer um, ja que é voce que define quando o arquivo bzImage for copiado do diretório arch/boot/ do seu processo de compilação para o diretório /boot. O interessante notar, é que quando vc esta nos padrões, ao utilizar o update-grub, ele automaticamente pode colocar o mesmo ja escrito no arquivo de configuração do grub (/boot/grub/grub.cfg para o grub2), para arrancar no próximo boot, caso não esteja nos padrões, voce mesmo terá que justificar o arquivo em grub.cfg. Mas isso é outro asunto.

Vale lembrar que o kernel utilizado no Ubuntu é monolítico, ou seja, conhecido como genérico (para os desktops), pois ele depende dessa imagem que é montada no procedimento de boot e quando o componente detectado pelo agente do kernel, é o módulo automaticamente carregado no procedimento de boot ou posteriormente caso tenha necessidade. Ja o Ubuntu Server utiliza o kernel modular específico, com tais módulos para controladores de raid e outros específicos para a imagem de entrada. Não sendo o caso, não parecido com o kernel genérico para o Ubuntu Desktop, que contem módulos em procedimento modular na personalização do kernel pelo mantedor, que permite tudo aquilo com relação ao usuário, como placas de vídeo, som, bluetooth e outros serem acionados assim que forem detectados. A vantagem de vc compilar o kernel (outro procedimento), é vc ter uma imagem personalizada por vc mesmo, que vc mesmo administrador, define o que é suportado ou não. Nada, automaticamente carregado em imagem.

Quero mostrar para voces como é o procedimento de instalação do Kernel 3.0 para o Ubuntu 11.04, kernel que se encontra no Oneiric, próxima versão do Ubuntu, a 11.10. Ele esta em processo de mainline e praticamente quase considerado estável por Linus Torvalds.

Para atualizar o kernel do Ubuntu 11.04, vá ao site:

http://kernel.ubuntu.com/~kernel-ppa/mainline/v3.0-oneiric/

*cujo kernel ja foi homologado 100% para o Ubuntu 11.10 Oneiric, estando em testes ainda.

E baixe os seguintes arquivos:

Para 32 bits: linux-image-3.0.0-0300-generic_3.0.0-0300.201107220917_i386.deb, linux-headers-3.0.0-0300-generic_3.0.0-0300.201107220917_i386.deb e linux-headers-3.0.0-0300_3.0.0-0300.201107220917_all.deb.

Para 64 bits: linux-image-3.0.0-0300-generic_3.0.0-0300.201107220917_amd64.deb, linux-headers-3.0.0-0300-generic_3.0.0-0300.201107220917_amd64.deb e linux-headers-3.0.0-0300_3.0.0-0300.201107220917_all.deb.

Coloque todos os seguintes arquivos dentro de um diretório específico como em /tmp/kernelupgrade/ (este sub-diretório não existe, vc terá que criar com o comando mkdir /tmp/kernelupgrade), e entre com o seu terminal (CONTROL + ALT + T), e digite o seguinte comando para instalar:

#cd /tmp/kernelupgrade

#dpkg -i *deb

Quando for concluída a instalação sem erros, apenas verifique no seu diretório /boot, se existe os seguintes arquivos:

config-2.6.38-8-generic
initrd.img-3.0.0-0300-generic
vmlinuz-3.0.0-0300-generic

sendo:

config-2.6.38-8-generic  -> arquivo que estão as opções definidas no procedimento de compilação do mantedor.
initrd.img-3.0.0-0300-generic  -> imagem do micro-kernel, com todos os módulos que poderão ser carregados e descarregados.
vmlinuz-3.0.0-0300-generic  -> imagem monolítica do kernel, arquivo principal do kernel, contém a imagem do seu kernel compilado pelo mantedor.

Caso todos os arquivos estejam presentes no diretório /boot, basta apenas reiniciar a sua máquina com o comando:

#shutdown -r now
ou apenas o comando reboot 

Após o seu sistema for reinicializado, digite o comando: uname -r , para verificar o kernel que o Ubuntu esta usando.

DIGA OI PARA O NOVO KERNEL.

jul 16

O Ubuntu 11.04 vem com a nova interface gráfica que acompanha um shell próprio, chamado Unity. O Unity trás vários recursos novos para o desktop e ainda mantém vários outros recursos do GNOME, ambos, modificados.

Existem uma lista de aplicações para o Ubuntu totalmente compatíveis para o Unity, e quando eu falo de compatibilidade, trato da maneira que a aplicação abre e se comporta com o Unity, seja ela com exclusividade como se estivesse rodando no GNOME (apesar de usarem a mesma biblioteca e ser baseado do GNOME),ou de forma nativa. O certo é que a maioria das aplicações para GNOME (baseadas em GTK), rodem normalmente no Unity, como se estivessem rodando no GNOME. Mas, existem certas condições para que as aplicações sejam realmente distribuídas no seu desktop.

Um dos casos é com o “notification area” (área de notificação do UNITY), que esta armazenada no systray, a barrinha do canto superior do seu unity. Na verdade, existe uma chamada whitelist (lista branca) que é um atributo do seu Unity e que pode ser reconfigurado, barrinha de aplicações que podem atribuir funções para o seu Unity Desktop. Vamos dizer que essa mudança é simplesmente uma tentativa de forçar os desenvolvedores de softwares a redesenhar as suas aplicações para se encaixar no padrão do Unity, o que é muito tranquilo, e também fazer com que exista um controle do que é aberto e fica em execução no seu systray.

É possível fazer uma mudança no seu desktop do Unity para que o systray possa receber qualquer outra aplicação, fora dessa whitelist, ou ate mesmo as personalizadas por voce.

Instale o pacote DBCONF EDITOR pelo Ubuntu Software Center ou pelo apt com o comando:

#sudo apt-get install dconf-tools -y

Após isso, abra o seu DASH COMMAND com o atalho: ALT + F2 e digite dbconf-editor ou atraves do terminal (CONTROL + T), digite dconf-editor.

Quando o Dash Shell, localizar o binário executável, é só clicar nele.

Quando a tela do dconf-editor abrir (como na figura acima), vá em desktop > unity > panel, e altere o atributo systray-whitelist, que define o seu systray, onde vc mesmo pode personalizar com skype, wine, shutter, ou apenas justificar ” all ” para todas as aplicações.

Altere o atributo padrão de ‘JavaEmbeddedFrame’, ‘Mumble’, ‘Wine’, ‘Skype’, ‘hp-systray’, ‘scp-dbus-service’ para ‘all’.

Caso voce queira voltar ao padrão como era, basta voltar no dconf-editor e clicar em ” set to default ” (restaurar os padrões).

Voce também pode aplicar por linha de comando utilizando o comando:

#gsettings set com.canonical.Unity.Panel systray-whitelist “['all']“

Ou personalizando de acordo com a sua aplicação da seguinte forma: #gsettings set com.canonical.Unity.Panel systray-whitelist “['JavaEmbeddedFrame', 'Mumble', 'Wine', 'Skype', 'hp-systray', 'SUA APLICAÇÃO']“

Para instalar o dconf-tools, clique aqui: 

 

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